Paulo Custódio foi mais um que se calou durante a CPI

A Câmara Municipal de Sorriso está enfrentando dificuldades em relação ao andamento das investigações das duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI), devido à busca dos investigados e testemunhas em eventuais direitos que solicitam para manterem-se calados nas oitivas, ou até se ausentar e não atender as convocações para as sessões.

O último episódio foi registrado na manhã desta terça-feira (05), quando o ex-fiscal da Cooperativa Coopervale, Paulo Custódio, deveria falar na CPI que investiga possível existência de funcionários fantasmas (receberiam sem trabalhar), junto à Secretaria Municipal da Cidade, arguiu um direito, mesmo na condição de testemunha, ou seja, o direito de permanecer calado.

Uma das poucas falas da testemunha de hoje foi de que “tudo que eu tenho a dizer sobre o assunto eu já falei ao Ministério Público”, e continuou calado.

Na semana passada, na sessão da mesma CPI, o investigado Claudiney da Silva Oliveira, que era o fiscal da Prefeitura Municipal no contrato com a cooperativa, também exerceu o direito de permanecer calado. Na sessão de hoje os advogados de Claudiney apresentaram um ‘habeas corpus’ preventivo, que dá a ele o direito de sequer ir à Câmara quando solicitado.

Mesmo instrumento foi apresentado por duas investigadas na outra CPI em funcionamento no legislativo de Sorriso, que investiga supostas irregularidades em pagamentos de decisões judiciais para o pagamento de procedimentos cirúrgicos, junto à Secretaria Municipal de Saúde e Saneamento. Samantha Nicia Rosa Chocair e Marilei Oldoni Dias simplesmente não compareceram à sessão de ontem (04).

Os presidentes das duas CPI’s dizem não parar diante das dificuldades que estão sendo enfrentadas, colocando de que buscarão outras formas de investigar e chegar a um denominador do que, de fato, aconteceu, em ambos os casos. “Temos que entender a separação dos poderes, quando um poder influencia no outro, pois temos regras, uma legislação para cumprir e respeitar”, declarou o vereador Marlon Zanella (PMDB), presidente da CPI dos Funcionários Fantasmas.


Autor: Da Redação

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