Em um ano o custo do transporte subiu 4,5% em Mato Grosso, mas valor pago pelo grão saltou mais de 78% no mesmo período, segundo o Imea

A colheita do milho ainda está no início em Mato Grosso, chegou a 0,68% da área total. Mesmo assim, a demanda por caminhões para transportar os grãos – que já estava aquecida em função do forte ritmo das exportações de soja nos últimos meses – já reflete no valor do frete. O custo para levar uma tonelada do cereal de Sorriso, no médio-norte do estado, para o porto de Santos, em São Paulo, gira em torno de R$ 296. O valor é 4,5% superior ao praticado em maio do ano passado, de acordo com acompanhamento do Imea.

Apesar deste aumento, hoje a conta está mais vantajosa para o agricultor do que há um ano. O motivo é a valorização do milho, que chega a quase 79% neste período. Hoje a saca do grão vale em média R$ 37,34 em Mato Grosso, contra R$ 21,06 em maio de 2019. Com isso, a relação de troca

 “milho x frete” mostra-se bem mais “interessante” para o agricultor do que outrora.

Hoje o custo do transporte equivale a 45% do valor do produto. Há um ano, correspondia a 82%. A conta atual difere – e muito – do cenário registrado em anos anteriores. Em maio de 2015, por exemplo, o preço do frete era superior à cotação do milho. Ou seja, para transportar 1 saca do grão, era preciso gastar quase 1,5 saca. Uma conta que não fechava.

Mesmo frente a este cenário, o Imea destaca que “diante do alto fluxo de grãos e de entraves logísticos apontados em algumas regiões do estado, contratos de embarque já estão começando a ser fechados para períodos mais longos”, o que reforça a postura mais atenta dos agricultores com os fatores “extra-campo” que interferem diretamente nos resultados da safra.

Fonte: Canal Rural

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