O ativista bolsonarista Marcelo Stachin teve sua conta no Twitter bloqueada na última sexta-feira (24), após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que é relator do chamado “inquérito das fake news.

Stachin foi alvo da Polícia Federal em maio e é apontado por ter sido financiado por um grupo de empresários para espalhar “fake news” com o objetivo de ofender e atacar membros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A suspeita sobre o financiamento consta no inquérito aberto por Alexandre de Moraes. À época, a Polícia Federal chegou tentar cumprir um mandado de busca contra ele, mas não encontrou seu endereço. Ele se apresentou à PF na sequência.

Segundo Alexandre, o bloqueio das contas se faz necessário “para a interrupção dos discursos com conteúdo de ódio, subversão da ordem e incentivo à quebra da normalidade institucional e democrática”.

No Instagram, Stachin chegou a publicar uma foto de sua conta no Twitter bloqueada.

“Brasil acima de tudo e DEUS acima de todos!”, escreveu ele na legenda da foto, se referindo ao slogan do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Busca e apreensão

Na ação, a Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Entre os alvos estão o ex-deputado federal Roberto Jefferson, o empresário Luciano Hang, o deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP) e blogueiro Allan dos Santos. Os quatro são aliados do presidente Jair Bolsonaro. 

Em Mato Grosso, os agentes da PF chegaram a ir a um endereço indicado no mandado de busca e apreensão, no entanto, o imóvel não pertence mais a Marcelo. Ele, no entanto, se apresentou voluntariamente a PF nesta manhã.

O ministro determinou a busca e apreensão de computadores, “tablets”, celulares e outros dispositivos eletrônicos, “bem como de quaisquer outros materiais relacionados à disseminação das aludidas mensagens ofensivas e ameaçadoras”.

Ele ainda determinou o bloqueio de contas em redes sociais, tais como Facebook, Twitter e Instagram, dos investigados.

“Necessário para a interrupção dos discursos com conteúdo de ódio, subversão da ordem e incentivo à quebra da normalidade institucional e democrática”, argumentou Alexandre de Moraes.

Autor: Midianews

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