O Brasil poderá, enfim, exportar farelo de soja para a China. A Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura oficializou, neste mês, a abertura de mercado.

A cadeia do grão brasileira demandava essa possibilidade há tempos e agora pode agregar mais valor à oleaginosa enviada para o país asiático, maior comprador da commodity no mundo.

Até então, a China importava o grão in natura e não permitia a entrada do subproduto.

Questão sanitária

O aval foi obtido durante uma reunião bilateral de subcomissão da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban) – principal mecanismo de cooperação entre os dois países.

“O entendimento dos protocolos foi acertado na reunião da subcomissão neste mês. Após análise de risco do produto, o lado chinês concluiu que havia possibilidade de exportar farelo de soja brasileiro para lá. Não havia mais questão sanitária impedindo”, conta o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Jean Marcel Fernandes.

Estimativa de exportação

O Brasil deve exportar para vários destinos cerca de 18,5 milhões de toneladas de farelo em 2022, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

Em junho, as receitas de embarque do subproduto aumentaram 63,8%, atingindo pela primeira vez a casa de um bilhão de dólares

Abertura a novos produtos

Além do farelo de soja, a China também autorizou a importação de amendoim sem casca, polpa cítrica, proteína concentrada de soja e soro fetal bonivo do Brasil. De acordo com Fernandes, trata-se do maior processo de abertura do país com a China dos últimos dez anos.

Para o milho, ainda não consta no ministério a possibilidade de exportação. No entanto, de acordo com o secretário, o protocolo sanitário entre as duas nações já foi assinado.

Faltam alguns ajustes para implementação do protocolo, como o ano-safra do cereal que poderá ser exportado, o que está sendo discutido por ambos.

“Neste momento o Brasil ainda não pode exportar milho para a China porque falta certificar a safra no campo e habilitar estabelecimentos. Do ponto de vista sanitário não há mais o que se discutir, mas para exportar efetivamente ainda existem outros passos a serem oficializados”, explica.


Autor: O Estado de São Paulo

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