No geral, oferta de boiadas é bastante enxuta, o que segura os preços da arroba em patamares elevados

Os preços do boi gordo seguem firmes em todo o Brasil, com registro de algumas altas, principalmente nas cotações das fêmeas. Há uma busca maior por vacas gordas, tdicionalmente com preços inferiores aos dos machos.

Diante da dificuldade de comprar animais e da instabilidade no consumo doméstico de carne, a maior parte dos frigoríficos pesquisados escolhem operar com os abates mais regulados, limitando o fluxo das aquisições de gado.

Além disso, informa a IHS, muitos pecuaristas já não dispõem de grandes lotes de gado terminado a pasto para vender, o que torna compradores dependentes da chegada dos animais provindos do primeiro giro de confinamento.

Dessa maneira, com a oferta de boiada escassa e a demanda ajustada, o mercado parece encontrar certa estabilidade, com os preços sustentados em patamares bastante elevados na comparação aos anos anteriores.

Preços da carne

No atacado, os preços dos principais cortes bovinos caíram nesta quinta-feira. “Com a demanda por proteínas no país já fragilizada, e ainda mais instável nessa segunda quinzena do mês (período de menor poder aquisitivo da população), as cotações da carne não conseguiram se sustentar”, relata a consultoria IHS. Os preços de carnes concorrentes seguem valorizados na comparação com meses anteriores.

No mercado internacional, o desempenho dos frigoríficos brasileiros segue positivo, atendendo à demanda aquecida, principalmente da China, maior importador das proteínas de frango, suína e bovina.

Busca pelas fêmeas

Com arroba do boi gordo valorizada, algumas plantas frigoríficas alegam preferência para aquisições de fêmeas, que possuem valores mais acessíveis, segundo constatação dos analistas da IHS Markit.

Não à atua, nesta quinta-feira (17/6), várias praças do Brasil registraram valorizações nos preços da vaca gorda, com destaque para Mato Grosso do Sul, Goiás, e algumas regiões pecuárias do Norte.

Giro pelas praças

Nesta terça-feira, no MS, depois de registrar leves ajustes negativos no início da semana, os preços da boiada gorda voltaram a subir. A oferta restrita na região dificulta a compra de matéria prima e as indústrias tiveram que elevar seus preços para conseguir avançar com as programações de abate, de acordo com a IHS Markit.

Os pecuaristas do MS também são beneficiados pela atuação de frigoríficos paulistas que, diante da baixa disponibilidade de gado em SP, e da necessidade de aquisições para cumprir com os compromissos de exportação, pagam valores mais altos no mercado sul mato-grossense.

Em GO, a arroba da fêmea se valorizou nesta quinta-feira. Com os preços da boiada em patamares históricos, algumas plantas do Estado dão preferência para a compra de vacas, que possuem valores um pouco mais baixos.

No PA, o aumento da procura por vacas e novilhas também promoveu ajustes positivos nos preços da categoria. Em RO, as cotações da boiada gorda subiram, sustentadas pela oferta restrita de animais terminados na região.

Portal DBO

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