Nesta terça-feira (2) foi celebrado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo e o início do Abril Azul, mês de luta pelos que vivem com o transtorno. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 38,5 milhões de crianças de 0 a 13 anos. Os estudiosos acreditam que esse número pode chegar a 2 milhões de brasileiros. A causa para a discrepância dos dois dados é a dificuldade em se obter o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Fazendo alusão a esta data, várias atividades foram realizadas em Sorriso, dentre elas, uma Audiência Pública promovida pela Câmara Municipal de vereadores, juntamente com os pais de crianças autistas que fundaram uma Associação para discutir o problema enfrentado no dia a dia, e ainda orientar a sociedade sobre o que pode ser feito para dar melhor qualidade de vida a todos. O evento reuniu também diversas autoridades e profissionais ligados à educação, saúde e outras entidades que já trabalham com pessoas especiais. No caso a APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e a escola Sonho Meu que atende crianças e adolescentes com diversos transtornos.

O esforço pela causa está sendo grande e são muitas as barreiras enfrentadas por pacientes e familiares. A maior delas ainda é o preconceito.

Sonia Lifante, é mãe de autista e disse que a Associação nasceu há um ano e meio num áudio de WhatsApp em que todas as mães falavam das mesmas dificuldades enfrentadas e daí saiu o primeiro encontro. “Desde o início tivemos o apoio das autoridades e profissionais que atuam na área da educação principalmente e de lá pra cá já tivemos  muitas conquistas. Sozinhas não chegaremos a lugar nenhum, mas quando a mãe tem uma criança com deficiência é ligado um dispositivo nela e ela se torna mais calma, se torna médica, psicóloga, terapeuta e acaba se colocando numa situação de stresse, porque o filho precisa daquele atendimento e é o futuro dele que está em risco. Então, qual é a arma principal em relação a isso? É da conscientização”, frisou Sonia.

Segundo ela ainda, a partir do momento em que os profissionais envolvidos de saúde e educação, conhecerem a patologia, as dificuldades dessas crianças, e principalmente as possibilidades para elas, se torna mais leve.

Na audiência Pública, as autoridades como a Secretária Municipal de Educação Lúcia Drescher e o Secretário Municipal da Saúde Luis Fábio Marchioro, disseram que o município sempre se colocou a disposição para ajudar a todos, ainda mais quando a causa é nobre como essa.

Para os que já estão envolvidos nesse processo junto com a Associação, o trabalho vai fortalecer cada vez mais a sociedade. Hoje em Sorriso são 54 alunos laudados de TEA (Transtorno do Espectro Autista) e para dar melhor qualidade de vida aos alunos da rede municipal que sofrem desse transtorno, foram contratados pela Prefeitura Municipal, estagiários que dão suporte aos professores dentro da sala de aula, fazendo com que todos se socializem.

Desde o Abril Azul em 2008, se começou buscar cada vez mais a conscientização do autismo no Brasil. Em 2012, com a Lei Berenice Piana, e com a legislação que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista precisa-se ter mais sensibilidade em tratar os autistas e apesar das barreiras, há também avanços na área, explicam alguns especialistas.

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