Um boletim realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com apoio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea) e sindicatos rurais, fez um balanço dos impactos do coronavírus no agro no período de 23 a 27 de março. Setores como o de frutas e hortaliças sofreram uma queda significativa da demanda, com consequente queda do preço, enquanto no setor de ovos e o de ração animal houve alta dos preços.

O boletim explicou que o setor de frutas e hortaliças foi o mais atingido por causa do o fechamento de restaurantes, bares e feiras livres. O preço do tomate, na semana passada, caiu 37% nos principais centros consumidores.

A CNA afirmou tem atuado para ampliar as compras governamentais de alimentos, ampliar também a rede de fornecedores às grandes redes de varejo e buscado alternativas para venda online dos produtos pelas cooperativas e produtores rurais.

O setor de flores e plantas ornameintais, e o de lácteos, também foram bastante prejudicados. No setor de flores, que gera mais de um milhão de empregos diretos e indiretos, se estima uma perda de R$297,7 milhões no faturamento. Algumas indústrias lácteas pequenas anunciaram redução na coleta de leite, enquanto grandes indústrias relataram dificuldades com o frete retorno.

Já setores como o de ovos, ração animal e commodities agrícolas, os preços aumentaram. O preço pago ao produtor já acumula alta de 15,8%. Atualmente, a ração base está 19% mais cara do que a média do mês de fevereiro, em decorrência da valorização do milho e da soja.

Commodities agrícolas, como soja, milho e café registraram valorizações na semana, influenciadas pela demanda aquecida, estoques baixos e manutenção do câmbio alto. Já os os preços do etanol se mantiveram estáveis. Os problemas enfrentados por esses setores têm sido principalmente quanto ao fechamento de lojas e revendas que fazem reposição de peças e equipamentos para maquinários agrícolas e ao escoamento.

Os produtores de café e cana, inclusive, com a aproximação da colheita, já estão adotando medidas para evitar a contaminação por Covid-19, como a redução do número de trabalhadores transportados nos ônibus, ampliação dos horários de funcionamento dos refeitórios e orientações sobre higienização individual e frequente.

O cenário ainda é instável e  as mudanças no mercado devem continuar ocorrendo, já que as medidas de prevenção contra a proliferação do coronavírus ainda estão em vigência.

Fonte: Olhar Direto

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