Hospital Regional de Sorriso

O governador Mauro Mendes (DEM) prorrogou a situação de emergência em sete hospitais públicos de Mato Grosso, dentre eles e declarou emergência no Adauto Botelho, SAMU, Superintendência de Assistência Farmacêutica – SAF, MT Hemocentro, Cridac, Cermac, Lacen e Superintendência de Obras da Secretaria de Saúde estadual.

Os hospitais que permanecerão em emergência administrativa, pelo prazo de 180 dias, são o metropolitano de Várzea Grande e os hospitais regionais de Sorriso, Alta Floresta, Colíder, Rondonópolis, Cáceres e Sinop. As informações constam no Diário Oficial que circulou nesta quinta-feira (21). 

Como justificativa, o governador afirma que foi encontrada na Secretaria Estadual de Saúde, nos ínfimos 60 dias da atual gestão, ausência de regular realização de procedimentos licitatórios direcionado a contratações a todas as unidades pertencentes pasta, ínfimo quantitativo físico de servidores, bem como a situação de dívidas acumuladas com os fornecedores que obstam, inclusive a disponibilização de orçamentos por parte daqueles prestadores que alegam não ter interesse em participar das licitações em razão do temor de não recebimento. 

O decreto de emergência permite que haja a manutenção dos contratos já vigentes de pessoal, de fornecimento de materiais e de tudo o que for necessário para a adequada prestação dos serviços de saúde pelo estado. Também garante a prioridade no acesso a recursos financeiros, de fontes orçamentárias e extraorçamentárias, inclusive os decorrentes de doações e de ressarcimentos ao erário. 

O governo justifica que houve o descumprimento de metas e obrigações pactuadas no modelo de gestão por Organizações Sociais (OSs) adotado no passado pelo estado para gestão dos hospitais regionais. Durante os 180 dias, os hospitais deverão encerrar todos os processos administrativos em curso que têm relação com os contratos de gestão firmados com as organizações sociais que tinham contrato de gestão das unidades citadas. 

Dados da situação de emergência

Adotar medidas administrativas necessárias à continuidade dos serviços prestados pelas unidades 

Manter os contratos de servidores, fornecedores de materiais e prorrogar os contratos já extintos enquanto vigorar o decreto

Fazer novas contratações de fornecimento de materiais 

Realizar processos licitatórios para a aquisição de serviços e produtos no âmbito da Secretaria Estadual de Saúde

Contratar temporariamente servidores para garantir a gestão dos hospitais regionais 

Remanejar recurso de outros setores para a saúde

Ter prioridade na obtenção de verbas de fontes orçamentárias e extraorçamentárias, inclusive os decorrentes de doações e de ressarcimentos ao erário

Calamidade financeira

Duas semanas depois de assumir o cargo, o governador decretou estado de calamidade financeira. 

À época, ele afirmou que a medida seria necessária por causa de dívidas deixadas pela administração anterior, estimadas em R$ 4 bilhões, e despesas acima da arrecadação prevista para este ano. 

A estimativa de déficit seria de R$ 1,7 bilhão. A intenção, segundo o governo, seria equilibrar as contas do estado, que deve aos fornecedores, prestadores de serviços, o que afeta, principalmente as áreas de segurança. 

Além disso, não tem pago o salário dos servidores em dia. Com o decreto, o Poder Executivo pode adotar medidas para a redução de despesas em todas as áreas – o foco está na parte de folha de pagamento de pessoal.

Fonte: O Bom da Notícia

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