O ex-governador e ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP),está inserido nas investigações do Ministério Público Federal que culminou com a prisão do ex-presidente da República Michel Temer(MDB), na Lava Jato.

Maggi foi colocado como um dos integrantes da Organização Criminosa [Orcrim] que agia na cúpula do Governo Federal, na transição entre os governos do PT e do MDB, durante o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016.

No pedido de prisão do ex-presidente, no último dia 21 de março – assinado por 11 Procuradores da República, com mandados foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio -, aponta outros membros que já faziam parte da organização criminosa. E que precisavam ser “acomodados” no restante da nova gestão [agosto de 2016]. Em, particular, líderes das legendas do PP e do PMDB.

Em trecho do documento do MPF, o órgão de controle revela que ‘teria ocorrido um rearranjo político da organização para se excluir deles os integrantes do PT. Sem que isso tenha significado término das atividades ilícitas, por parte da organização criminosa, com a mudança de mãos da cúpula do Poder Executivo Federal. Mas, sim, houve necessidade de reacomodação dos demais integrantes que permaneceram na Orcrim’.

O Ministério Público ainda relata que as diferenças entre os dois principais partidos do Brasil na época não foram “superadas”, estendendo-se até o ano de 2016.

“O certo é que, em 29.03.2016, o PMDB decidiu deixar formalmente a base do governo e, em 17.04.2016, o pedido de abertura de impeachment da Presidente Dilma Rousseff foi aprovado pela Câmara dos Deputados […] A partir daí, houve um rearranjo no núcleo da organização apenas para se excluir dele os integrantes do PT, sem que isso tenha significado o término das atividades ilícitas por parte da organização criminosa”, revela o MPF.

A medida cautelar baseou-se na delação do proprietário da Envegix, José Antunes Sobrinho, que declarou ter pago R$ 1 milhão para obter um contrato com a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, conhecida como “Angra 3”.

Dentre os nomes de grande influência está Blairo Maggi, um dos caciques do PP em Mato Grosso, e que passou a ser ministro da Agricultura com Temer presidente, conforme quadro abaixo extraído do próprio pedido de prisão de Michel Temer.  Mas mesmo citado, o MPF não pediu nenhuma medida contra Blairo Maggi, que desde sua saída do ministério não ocupa nenhum cargo institucional na polítca.

E tendo decidido, no ano passado, a não disputar nenhum cargo eletivo em 2018. Chegando mesmo a garantir em confraternização com jornalistas no final do ano, em sua chácara, que daria ‘um tempo’ da política, como forma de cuidar, mais minuciosamente dos negócios da família. Blairo é um dos sócios com maior participação no Grupo Amaggi.

Fonte: O bom da notícia

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