Com a sinalização dos servidores da educação em realizar uma greve no próximo mês, o governador Mauro Mendes (DEM) avalia que o movimento grevista não resolve o problema. “Se fizer greve resolver nossos problemas, eu também vou fazer greve. Vamos ver se no outro dia vai melhorar. Pelo contrário, vai piorar. Não é porque sou mauzinho não, é porque não tem dinheiro, não tem condições”, disse o governador em entrevista na manhã desta sexta (26).

O democrata ainda lançou um desafio aos que criticam as medidas tomadas em seu governo para reequilibrar as contas do Estado, entre as quais, ficar sem pagar a Revisão Geral Anual (RGA) por dois anos. “Se alguém quiser assumir o lugar do secretário de Fazenda (Rogério Gallo) é só me trazer um plano. Eu sei analisar qualquer plano, se encontrar uma solução que vai resolver o problema, eu vou considerá-lo um gênio, porque descobriu algo que ninguém havia descoberto”, dispara.

Mauro também descarta qualquer possibilidade de aumento salarial aos servidores. “Não tem dinheiro. Se não tem para pagar o que gasta em um mês, como vai dar aumento de salário. Eu posso até aumentar mais 10% e pagar um salário a menos por ano. Não é isso que ninguém quer. Se tiver a cumplicidade de todos, nós vamos recuperar o Estado”, destaca.

O democrata garante que tem dialogado com o funcionalismo e que manterá a conversa com os servidores. “Mas, o sindicato tem que entender essa dura realidade que o Estado vive hoje. Mais de 95% do que vai para a Educação serve para pagar salário. Aí não sobra para fazer investimentos ou reformas”, argumenta.

Relação com os Poderes

Mauro Mendes reforça a independência financeira dos Poderes.

No que tange o pagamento da RGA aos servidores, Mauro tem sido muito criticado, já que os demais Poderes e órgãos independentes conseguiram pagar o direito aos seus servidores.

“Eu sou governador de Mato Grosso e chefe do Executivo, não sou chefe do Ministério Público, Tribunal de Contas, Assembleia, Tribunal de Justiça e Defensoria”, numa referência à independência administrativa e financeira.

O democrata afirma que fez um orçamento enxuto dentro da programação da LOA 2019, mas a Assembleia reformulou os números e aumentou o duodécimo.

“Mas eu não posso brigar com todo mundo, não vou brigar com os Poderes. Cada um tem suas responsabilidades e autonomia, dentro do orçamento que eles têm, eles podem fazer o que quiser. Eu não posso interferir nisso. Não tenho papel legal para fazer isso”.

Neste sentido, Mauro afirma que tem feito sua parte, pedindo para que os Poderes também façam sua parte. Reforça que se o Estado for para “o buraco”, todos irão juntos.

“Vai ficar juiz sem receber, membros do MP sem receber. Estou fazendo a minha parte administrando, procurando melhorar receita e fazendo o possível para que Mato Grosso saia deste buraco. Agora, eu tenho certeza que eles vão colaborar. Mas eu não posso responder por essa gestão que eles fazem lá”.

Por RD News

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