A superintendente das Obras Sociais Irmã Dulce e sobrinha da freira baiana que será canonizada, Maria Rita, participou de uma coletiva nesta sexta-feira (11), na sala de imprensa do Vaticano, para falar sobre a canonização do Anjo Bom da Bahia, que será realizada no domingo (13).

O evento contou ainda com a presença de Paolo Vilotta, postulador da causa da futura santa brasileira, além de representantes de outros quatro beatos que também serão canonizados no domingo.

São eles: o teólogo e cardeal John Henry Newmann, um dos principais intelectuais cristãos do século XIX; duas religiosas, Giuseppina Vanninie e Maria Teresa Chiramel Mankidiyan; e a catequista Margherita Bays. A cerimônia está marcada para 10h, horário do Vaticano (5h no horário de Brasília).

“Já estamos acolhendo algumas autoridades, alguns amigos. Só falta Margareth [Menezes] chegar, que está vindo hoje mais tarde um pouquinho. Estamos aqui de plantão para atender a todos e fazer com que esse momento seja inesquecível para todos nós brasileiros e devotos dela no mundo inteiro”, falou Maria Rita.

Maria Rita e Paolo Vilotta participaram da coletiva, no vaticano — Foto: Maiana Belo/G1 Bahia

Quando perguntada sobre o que sentiu ao ver a imagem de Irmã Dulce na frente da Basílica de São Pedro, Maria Rita disse que foi tomada por uma grande emoção, pois não imaginava que a canonização de Irmã Dulce seria rápida.

“Nós sabíamos que o processo caminhava bem, tinha chance de que nos próximos anos acontecesse, mas como disse o postulador, são coisas das causas divinas, momento em que a sua obra [de Irmã Dulce] precisa de ajuda para se reestruturar”, falou.

“A obra cresceu muito em atendimento ao longo desses 27 anos da ausência física de Irmã Dulce, mas a área operacional vem sendo muito sacrificada, ela não cresceu. A gente não teve olhos para dar essa melhoria de qualidade, somente nos serviços, em aumentar o atendimento na assistência ambulatorial, hospitalar e a área operacional sempre foi sacrificada. Acho que agora, também aproveitando o momento da canonização, desse apoio que chega, a gente possa melhorar as condições”, conta.

Coletiva foi realizada nesta sexta-feira, no Vaticano — Foto: Maiana Belo/G1 Bahia

A sobrinha da futura santa também se emocionou a falar das obras sociais e da tia.

“A obra está viva. Eu acho que o exemplo dela precisa ser multiplicado, não só na Bahia, no Brasil, mas eu acho que Irmã Dulce dá uma lição muito importante para nós de que o poder não está no dinheiro, o poder está no amor. Quando você ama, quando você se doa a uma causa, ela mostra que dinheiro não tem valor, que se consegue tudo através do amor, da solidariedade, da paz. Essa é a lição que ela deixa para nós”, conclui.

Ainda na coletiva, Paolo Vilotta falou sobre Irmã Dulce e relembrou o momento em que esteve nas Obras Sociais, em Salvador.

“A minha emoção sobre isso é porque eu participei da beatificação em 2011, mas eu conheci as Obras em 2010. Estava ali presente na Obra junto com Maria Rita e também a senhora Iracy [vonluntária e amiga de Irmã Dulce], pequena como Irmã Dulce. Ela foi uma filha da Irmã Dulce. Ela faleceu há dois anos, e foi emocionante porque eu fui com ela nos lugares da Obra, todos os lugares, durante um dia”.

“Eu vi através da Iracy a continuidade de Irmã Dulce. Não era somente a obra social horizontal, como a gente fala aqui, mas era vertical. Depois tive um conhecimento mais profundo sobre os milagres e o cotidiano das Obras. Isso foi muito bom”, revela.

Paolo Vilotta, postulador da causa de Irmã Dulce junto ao Vaticano — Foto: Maiana Belo/G1 Bahia

Por G1

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