O prefeito de Peixoto de Azevedo, Maurício Ferreira (PSDB), afirmou que a situação da região Norte de Mato Grosso é “desesperadora” por conta da divisa com o Pará, que já tem 5.524 mil casos da Covid-19 e 410 mortes. O município ainda aguarda resultado de exames de profissionais de saúde do Hospital Regional da cidade, que tem pelo menos duas confirmações. 

A unidade é considerada como um ponto em potencial onde a transmissão do vírus acontece de forma comunitária. A Prefeitura de Peixoto de Azevedo já realizou testes rápidos nas pessoas com sintomas suspeitos da doença, no entanto, ainda aguardam resultado dos exames feitos no Laboratório Central do Estado (Lacen) para outras providências.

Na manhã de hoje (7), Maurício participou de uma reunião com o prefeito de Guarantã do Norte, Érico Stevan Gonçalves, para implantação de uma barreira sanitária na divisa da região Norte de Mato Grosso. No entanto, Maurício afirmou que, sem colaboração do Estado, tal trabalho será “impossível”, visto que os municípios não possuem recursos. 

“É difícil se o Estado não ‘abraçar’ essa questão, não vamos conseguir fazer isso. Chegamos a conclusão que o município não vai conseguir, hoje passam 800 carretas por aqui na BR-163. Como vamos controlar isso sozinhos?”, desabafou. 

Para o prefeito, a fronteira com o Pará está “completamente aberta”. O fato de muitos moradores ainda trabalharem em cidades da divisa como Novo Progreso, Moraes Almeida e Castelo dos Sonhos, por exemplo.

“Acendemos um sinal amarelo, o Governo precisa olhar com mais atenção para o Nortão. Hoje, Mato Grosso tem 420 casos e 14 óbitos, mas o vírus pode começar a se espalhar por aqui”, avaliou. 

Maurício explicou que Peixoto de Azevedo já atendeu pacientes com a Covid-19 que vieram do Pará. Um deles está internado em estado gravíssimo no Hospital Regional de Peixoto de Azevedo, além de outra paciente internada há aproximadamente dez dias com suspeita, tendo confirmação através do teste rápido. 

“Estamos desesperados, temos 21 leitos preparados, três ou quatro respiradores. Estamos bastante vulneráveis aqui no Nortão, temos casos que já comprovamos que vieram do Pará, ontem tivemos mais duas confirmações de pessoas que vieram de lá. Se esse fluxo se agravar teremos que mandar para Cuiabá”, disse. 

Fonte: RD News

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