Profissionais da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sinop estiveram reunidos esta tarde, em frente a unidade de saúde, protestando em decorrência da falta de pagamentos pela Organização Social de Saúde (OSS), que até então era responsável pela administração das unidades de saúde do município. Funcionários alegam que, há pelo menos três meses, a empresa não faz os pagamentos.

“O nosso pior problema enfrentado é a falta de pagamento. O mês de março não recebemos, abril não recebemos e os enfermeiros da Unidade de Pronto Atendimento receberam a metade de março e abril. Não temos dinheiro nem pra colocar combustível na moto para vir para o serviço”, explicou uma profissional. “Diz que vai pagar amanhã e depois e estamos sem receber. Não sei quem é o responsável, porque a prefeitura fala que é o instituto e eles falam que é a prefeitura. Enquanto isso estamos à mercê, pois vários profissionais não tem outro ganho e só trabalha aqui. É um momento muito difícil”, acrescentou.

Em meio as dificuldades, ela afirmou que os profissionais seguem trabalhando. “Estamos sem saber o que vai acontecer. Sem salário, o que vai ser de nós? Todos têm família e sobrevivemos disso. Fomos a linha de frente (pandemia) e hoje estamos sem pagamento. Continuamos trabalhando. Os pacientes até exigem um pouco da gente, as vezes ficamos até sem psicológico para atender porque pensamos que em casa tá faltando”.

Conforme Só Notícias já informou, os constantes atrasos salariais dos profissionais que trabalham nas unidades de saúde, levaram o prefeito Roberto Dorner (Republicanos) a romper contrato com a Organização Social de Saúde que administra as instituições de saúde do município. A rescisão contratual com o Instituto Social Saúde Resgate à Vida (ISSRV), aconteceu na última segunda-feira.

Outro lado

Só Notícias procurou a assessoria da empresa que, até o momento, não se manifestou.

Autor: Só Notícias

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