O preço do bezerro atingiu o maior patamar da história em São Paulo, na última sexta-feira, 14, e chegou a R$ 2.141,17, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O recorde anterior havia sido registrado em 3 de agosto, quando a cotação bateu R$ 2.126,28. No acumulado do ano, o indicador já subiu 39,7%.

O consultor de Agronegócio do Itaú BBA César de Castro diz que o elevado abate de fêmeas nos últimos anos levou à escassez no mercado de reposição. Também contribui significativamente para o cenário de valorização o bom fluxo de exportações, de acordo com ele. Por fim, Castro observa que a arroba do boi gordo tem subido em virtude da oferta restrita de animais terminadas, e que cada alta tem sido acompanhada de aumento ainda maior no preço da reposição.

Tendência

O consultor projeta que esse problema de oferta não tem como ser resolvido em 2020, então, por consequência, a maior probabilidade é de um cenário firme para os preços e positivo para o pecuarista que faz a cria. Segundo ele, o ciclo de retenção de fêmeas começou de maneira mais consistente apenas este ano, e o aumento da oferta para reposição só deve começar a aparecer a partir do fim do ano que vem.

Para os pecuaristas que fazem recria e engorda, a situação é mais complicada, de acordo com César de Castro, já que com os preços atuais do bezerro, seria preciso uma arroba a R$ 250 para tornar a margem da atividade mais atrativa.

A projeção do consultor para o boi gordo em 2021 ainda é positiva, pois a escassez vista atualmente na reposição será a consequente falta de oferta de animais terminados no fim do ciclo.

Fonte: Canal Rural

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