Com nova ampliação de área e se o clima beneficiar, a produção brasileira de soja em 2022/23 tem potencial para superar a barreira de 150 milhões de toneladas. Segundo levantamento de intenção de plantio de SAFRAS & Mercado, os sojicultores nacionais deverão cultivar 42,88 milhões de hectares em 2022/23, a maior área da história, crescendo 2,6% sobre o total semeado no ano passado, de 41,8 milhões.

Com uma possível elevação de produtividade, de 3.027 quilos para 3.550 quilos por hectare, a produção nacional deve ficar acima da obtida nesta temporada. A previsão inicial é de uma safra de 151,5 milhões de toneladas, 20,3% maior as 125,88 milhões de toneladas colhida este ano.

Mais uma vez, a alta rentabilidade da soja, amparada por preços elevados, deve incentivar os produtores brasileiros a aumentar a área semeada com a oleaginosa, mesmo com o aumento generalizado dos custos de produção. “Em comparação a outras culturas, a soja vem entregando uma ótima rentabilidade nos últimos anos, o que volta a trazer um ambiente favorável a expansão de área para a nova temporada”, explica o consultor Luiz Fernando Roque.

“O Brasil se prepara para semear uma nova área recorde de soja na nova temporada, o que irá trazer um novo potencial produtivo recorde para o país. Se o clima permitir, poderemos superar a incrível marca de 150 milhões de toneladas produzidas pela primeira vez na história, consolidando ainda mais o país como o maior produtor do mundo da oleaginosa”, destaca Roque.

     USDA

O relatório de julho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,505 bilhões de bushels em 2022/23, o equivalente a 122,6 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 51,5 bushels por acre. Em junho, as indicações eram de 4,64 bilhões de bushels – 126,28 milhões de toneladas – e 51,5 bushel, respectivamente. O mercado apostava em número de 4,515 bilhões de bushels ou 122,88 milhões de toneladas.

Os estoques finais estão projetados em 230 milhões de bushels ou 6,26 milhões de toneladas. Em junho, o número era de 280 milhões de bushels ou 7,62 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 214 milhões ou 5,82 milhões de toneladas. O USDA indicou esmagamento em 2,245 bilhões de bushels e exportação de 2,135 bilhões. No mês passado, a previsão era de 2,255 bilhões e de 2,2 bilhões, respectivamente.

O USDA projetou safra mundial de soja em 2022/23 de 391,4 milhões de toneladas. Em junho, a projeção era de 395,4 milhões de toneladas. Os estoques finais estão estimados em 99,61 milhões de toneladas, contra 100,46 milhões de toneladas de maio. O mercado esperava por estoques finais de 99,2 milhões de toneladas.

A projeção do USDA aposta em safra americana de 122,61 milhões de toneladas, contra 126,28 milhões em junhos. A safra brasileira foi indicada em 149 milhões e a argentina em 51 milhões de toneladas, sem alterações. A China deverá importar 98 milhões de toneladas, contra 99 milhões do relatório anterior.

Em relação à temporada 2021/22, a produção global está estimada em 352,74 milhões de toneladas, com estoques finais de 88,73 milhões. O mercado projetava carryover de 86,4 milhões de toneladas.

A estimativa para a safra brasileira foi mantida em 126 milhões e a previsão para a Argentina passou de 43,4 milhões de toneladas para 44 milhões. O número para a importação chinesa ficou em 90 milhões de toneladas, com corte de 2 milhões sobre junho. 


Autor: Agência Safras

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