O deputado estadual Silvio Fávero afirmou que ele e o presidente do partido em Mato Grosso, deputado federal Nelson Barbudo, devem aguardar um posicionamento oficial do presidente Jair Bolsonaro para anunciar uma possível debandada do partido.

A imprensa nacional já dá como certa a saída do presidente do partido e até a criação de uma nova sigla, incialmente chamada Aliança Pelo Brasil. Segundo as informações, a pretensão do Bolsonaro é levar consigo ao menos 100 deputados.

“Ainda é cedo. Não há nada decidido ainda. Eu sentei com o Nelson Barbudo, decidimos que estamos na liderança, chamando pré-candidatos… E aí chegamos um dia para noite e falamos ‘tchau’ para todo mundo? Você acha justo? E o sonho das pessoas?”, disse Fávero, que é vice-presidente do partido no Estado, à Radio Vila Real.

Uma reunião entre o presidente e correligionários ficou marcada para a noite desta terça-feira (12), no Palácio do Planalto. Lá deverá ser discutida a possível “debandada” e a criação da nova sigla. Conforme apurou a reportagem, Barbudo foi um dos convidados e deve comparecer ao encontro.

Já o deputado estadual Delegado Claudinei afirmou que deve seguir o presidente em sua decisão. No entanto, deve analisar a questão jurídica sobre a fidelidade partidária, já que o PSL pode requerer o mandato.

“O partido para o qual ele for eu vou estar junto. Só terei cuidado em relação à fidelidade partidária. Terei que ver com minha assessoria jurídica essa questão, para não correr risco de perder o mandato. Caso não tenha liberação do partido, veremos a forma legal de não perdemos o mandato”, disse.

Nova legenda

Mesmo ainda sem definição, Fávero afirma que deve continuar apoiando o presidente mesmo se não migrar para uma nova legenda. “Nós somos presidente da República Jair Bolsonaro. A população o elegeu e vamos para reeleição com ele. E outros que não estão no partido do Bolsonaro são contra o Bolsonaro? Não! Eles estão ajudando a governar”, disse.

Crise no PSL

A crise no partido teve início em outubro deste ano após a divulgação de um vídeo em que Bolsonaro pedia a um correligionário para “esquecer” o PSL de Pernambuco, onde a principal liderança é o deputado federal e presidente da sigla Luciano Bivar. No vídeo, Bolsonaro dizia que Bivar estaria “queimado”.

Em resposta, o líder do partido disse que a fala do presidente foi “terminal”, e que ele já estaria “afastado” da sigla. Após o atrito, uma disputa pela liderança do partido foi travada na Câmara dos Deputados. A briga – vencida pelo filho do presidente, Eduardo Bolsonaro, que substituir Delegado Waldir – voltou a abalar a sigla.

Texto: Cíntia Borges/Mídia News

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