Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) prevê gastar R$ 33 milhões com publicidade institucional nos primeiros 12 meses de contrato. Os dados estão disponíveis no edital de Concorrência 001/2019 para contratação de cinco agências de publicidade. 

Presidente da ALMT, Eduardo Botelho (DEM-MT)

Significa que o gasto mensal previsto é de R$ 2.750.000,00. A relação de veículos de imprensa com cadastro ativo na ALMT é extensa, incluindo rádios, sites, TV, revistas e mídias digitais. Mas apenas um número reduzido de veículos divulga as campanhas, escolhidos politicamente pelo presidente Eduardo Botelho.

A maioria dos veículos de comunicação que legitimamente concorrem às campanhas publicitárias não estão ‘alinhadas’ com a mesa diretora, sendo rejeitados.

Segundo informações passadas à imprensa, que não autorizou a divulgação de sua identidade, cerca de 80% da verba publicitária da Assembleia é direcionada para duas emissoras de televisão e o restante é dividido com alguns poucos veículos de imprensa ‘alinhados’ com o presidente.

Chama a atenção ainda que uma dentre as agências que participam da Concorrência 001/2019 pertence a um poderoso grupo de comunicação que atua nas duas pontas, como intermediária e veiculadora de propaganda (agência de publicidade, site, jornal impresso, rádios e TV).

Vale ressaltar que os veículos de imprensa são obrigados a pagar 20% do valor de cada campanha para a agência que faz a intermediação, previsto pela legislação. No caso acima, há também o risco de direcionamento de campanhas para os veículos do grupo em questão.

A ALMT guarda a sete chaves os gastos com publicidade, omitindo as informações no Portal Tranparência. Nenhum balancete mensal ou anual especifica o custo de cada campanha, quais veículos de imprensa veicularam propaganda da Casa, nem quanto foi pago a cada um deles. Sequer os valores pagos mensalmente para as agências de publicidade são divulgados no portal.

O direcionamento de verbas publicitárias para veículos escolhidos politicamente, a chamada ‘cota do presidente’ e a falta de tranparência imperam na Assembleia Legislativa.

Fonte: Caldeirão Político

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