O município de Sorriso vive um momento paradoxo em relação à pandemia do Coronavirus nesta semana que passou; ao mesmo tempo em que registra diminuição nos atendimentos de casos suspeitos e um percentual baixo de exames positivos entre os coletados, vê aumentar o número de internações de pacientes classificados nos grupos de risco, especialmente os idosos.

No boletim diário divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, o número de casos de óbitos não muda desde o último dia 29 de agosto, permanecendo em 74 vidas perdidas para a doença. Porém, de lá pra cá, um dos números que vem aumentando gradativamente é a quantidade que esta sendo internada em Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s), chegando à 20 sorrisenses neste domingo (06) precisando desse tipo de atendimento em hospitais. 0

O secretário municipal de saúde, Luis Fabio Marchioro, explica que, de acordo com o diagnostico realizado pela equipe que analisa o comportamento da pandemia no município, o que estaria acontecendo agora é que o público de risco que até então vinha sendo preservado, isolado, começou a ser infectado, e estes sofrem muito pois estão com a imunidade baixa e com agravantes de saúde como diabetes, hipertensão arterial, problemas cardíacos, problemas respiratórios e outras doenças. “Precisamos continuar cuidando dos idosos, obesos e outros que estão no grupo de risco, se não, infelizmente, voltaremos a registrar mortes em quantidade, pois um leito de UTI não tem garantido que os pacientes sobrevivam à forca da COVID-19”, disse o chefe da pasta.

Ele acrescenta que tem cobrado muito da população que busque atendimento nos primeiros sintomas, para que o tratamento precoce inicie fortificando o paciente que esteja com o vírus. “Descobrimos que isso faz toda a diferença, ou seja, quanto antes começar o tratamento, maior a chance de cura. Temos médicos, hospital de campanha, equipes volantes, medicamento à vontade, testes e exames pra quem precisar. Precisamos apenas que o cidadão, no primeiro sintoma, procure um medico. Tudo é ofertado pelo Poder público municipal, sem custar nada ao paciente, por isso pedimos essa colaboração”, solicitou Marchioro.

O secretário ainda lembra que a pandemia não acabou, e a continuidade do controle do vírus está totalmente relacionada ao comportamento das pessoas. “Se a sociedade começar a menosprezar o problema, poderemos retornar ao descontrole que vivemos no mês de julho. Toda consciência e prevenção é essencial neste momento”, finalizou.

Autor: Da Redação

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