Tem um mosquitinho incomodando muita gente e preocupando também. Trata-se do Aedes aegypti, que mesmo na temporada de estiagem resolveu bater asas por aí. Por isso mesmo é preciso ficar de olho e redobrar os cuidados.  Só nos primeiros seis meses de 2022, Sorriso já confirmou 2.022 casos de dengue (401 em janeiro; 368 em fevereiro; 392 em março; 452 em abril; 365 em maio e até o momento 44 confirmados em junho); 26 deles com sinais de alerta e 2 de dengue grave. Durante todo o ano de 2021, foram 2.074 casos confirmados; 54 com sinais de alerta e 2 de dengue grave.

E é justamente devido ao crescente desses números que a Vigilância em Saúde tem estado em alerta. A coordenadora do setor, Taynná Vacaro, pontua que além da dengue, há a preocupação com a Zika e Chikungunya. Até o momento, nenhum caso das enfermidades foi registrado. Já em 2021, foram 12 casos de Zika e 1 de Chikungunya. “Por isso mesmo precisamos que todos estejam em alerta, queremos muito manter zeradas essas situações (Zika e Chikungunya) em 2022”, frisa Taynná.

A coordenadora explica que a dengue com sinais de alarme ocorre quando há sintomas como dor abdominal intensa, vômito constante e necessidade de internação. Já na dengue grave ocorre reação mais drástica do organismo ao vírus, com sintomas como alteração dos batimentos cardíacos, vômitos persistentes e sangramentos, que podem ser nos olhos, gengiva, ouvidos e/ou nariz.

Hoje os bairros com maiores confirmações são o Rota do Sol com 187 casos; a Área Central com 130 e o Distrito de Boa Esperança com 118.  “Estamos atentos o ano todo. Nosso foco não está somente nos meses chuvosos; precisamos que a população também compactue com isso e nos auxilie tanto na época de chuvas quanto no período de estiagem para diminuirmos essas confirmações”, pede a profissional.

Toda a população, independente do bairro, precisa estar atenta e manter quintal, calhas e terrenos baldios limpos, evitando criadouros não só de Aedes, mas de vários outros espécimes peçonhentos, alerta a enfermeira. E, entre os principais pontos com larvas, estão as plantas.

“Registramos muitas larvas em vasos de flores”, reforça Taynná. O leva a equipe a solicitar que os moradores mantenham os pratos de vasos de flores com areia. “E verifiquem qualquer recipiente, grande ou pequeno, que possa acumular líquido”, lembra.

Em condições ambientais favoráveis, após a eclosão do ovo, o desenvolvimento do mosquito até a forma adulta pode levar um período de 10 dias. Por isso, a eliminação de criadouros deve ser realizada pelo menos uma vez por semana: assim, o ciclo de vida do mosquito será interrompido.

Hoje, 44 agentes de combate a endemias atuam no Departamento de Vigilância, 35 deles diretamente à campo. “Mas lembramos a todos que cada um é responsável pelo seu lar; então é essencial que uma vez por semana verifiquem recipientes, calhas, plantas, cisternas, etc., e que toda a população nos auxilie não descartando lixo a céu aberto, pois muito desse lixo acaba entupindo bueiros e servindo como o criadouro ideal para todo tipo de mosquitos e de animais peçonhentos”, aponta.

Treinamento com inseticida

E ainda nesta quinta-feira (30), a equipe da Vigilância Ambiental irá participar de um treinamento com a equipe do Escritório Regional de Saúde justamente sobre as ações de bloqueio químico de casos e aplicação de inseticida. “Esse é um treinamento de rotina e muito importante porque sempre há atualizações em como aplicar e do que pode ser aplicado”, diz. “Inclusive, a equipe do Escritório está aqui a semana toda para acompanhamento e treinamento”, explica.

Taynná aproveita para detalhar que a Secretaria tem recebido várias solicitações dos moradores para a aplicação de inseticida devido à grande quantidade de mosquitos na área urbana do Município. Porém, há critérios para a aplicação do inseticida. Geralmente, o produto é enviado pelo Ministério da Saúde e só pode ser aplicado quando há ou notificação de caso suspeito ou a confirmação de caso. Sem a notificação não há como aplicar o veneno, pois não haverá a reposição da quantia usada por parte do MS.

“O veneno mata apenas o mosquito que estiver voando; ele não elimina mosquitos pousados ou as larvas. Então, a melhor recomendação é a eliminação, mantendo tudo limpo”, diz Taynná. Quando há confirmação ou suspeitas de casos de dengue, o inseticida é imediatamente aplicado em todo o quarteirão do local de suspeita ou confirmação.

Além da aplicação de inseticida, o Município instituiu o calendário permanente de coleta de resíduos sólidos para descartes e tem realizado mutirões de limpeza para evitar a proliferação tanto do mosquito como de outros animais peçonhentos.

Autor: Assessoria de Imprensa

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here