Brasil e Israel, parceiros históricos, vivem momento de grande proximidade desde a posse do presidente Jair Bolsonaro, há dois anos. Apesar das convergências, os países tomaram caminhos distintos em relação à vacinação contra a covid-19.

Em Israel, após lockdowns e picos de casos, o premiê Benjamin Netanyahu priorizou a corrida pela imunização e espera ser o primeiro país do mundo a ter todos os cidadãos vacinados. Para isso, comprou doses da Pfizer com preços superiores aos pagos por países europeus apostando que terá benefícios econômicos futuros com a imunização. Politicamente, ele tenta ter a imagem colada à vacina para se manter no cargo após as eleições de março, em meio a críticas de sua condução no combate à pandemia antes da vacina. Foi o primeiro no País a ser vacinado, em 19 de dezembro, em registro que rodou o mundo.

Por aqui, o presidente Bolsonaro não só não dá sinais de que a vacinação seja uma prioridade do seu governo, como declarou que não irá se vacinar: “eu não vou tomar a vacina, e ponto final”. Nos últimos dias, Bolsonaro foi fotografado se jogando às multidões aglomeradas nas praias do litoral de São Paulo, como se não houvesse pandemia.

Nesta segunda (4), Israel lidera o ranking mundial da vacinação, com 13% da população já imunizada e com doses suficientes para todos. Já o Brasil segue sem data do início da imunização e, não por acaso, na primeira segunda-feira do ano, viralizaram nas redes sociais do Brasil imagens de um drive thru de vacinação em Haifa, com capacidade para imunizar 2.000 pessoas por dia. O vídeo foi postado por uma jornalista israelense e feito pelo Maccabi, um dos quatro sistemas público-privados de saúde do País.

Brasil e Israel

O premiê Benjamin Netanyahu foi um dos dez chefes de Estado ou governo a participar da solenidade de posse do brasileiro, gesto que foi retribuído com a visita de Bolsonaro ao país do Oriente Médio no ano passado, com a promessa, não concretizada, de mudar a embaixada do Brasil para Jerusalém.

Nesses dois anos, os países assinaram acordos de cooperação nas áreas de petróleo e gás, termoeletricidade, energia e mineiração e energias renováveis e fizeram parcerias nas áreas de ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento de startups. Também fizeram acordos aéreos para aumentar a conectividade entre os países e abriram caminho para futuras iniciativas militares conjuntas.

Autor: R7

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