A colheita das lavouras de soja ainda está na fase inicial, mas muitos agricultores de Mato Grosso já estão planejando a próxima safra do grão. A compra dos insumos que vão ser usados no campo está adiantada no estado. Chegou a 33,8% segundo acompanhamento feito pelo o Imea. Para efeito de comparação, em janeiro do ano passado, os produtores tinham adquirido apenas 11% dos insumos que viriam a ser usados no ciclo 2019/20 da oleaginosa.

Umas das explicações para o ritmo acelerado está na atual relação de troca entre o grão e alguns fertilizantes, que mostra-se vantajosa. De acordo com o Imea, “o sojicultor mato-grossense está pagando o equivalente a 21 sacas de soja para adquirir uma tonelada do fertilizante “00.18.18” para a próxima safra, o que representa 11,1% a menos do que no início do ano passado, quando começaram as negociações para a safra 2019/20”.

Outro motivo está no avanço dos casos de peste suína africana no mundo e no acordo entre EUA e China, que geram instabilidade no mercado, tornando “espalhando incertezas” quanto aos preços da soja no Brasil na próxima temporada. Este cenário, segundo o Imea, “impacta na tomada de decisão do produtor em acelerar a comercialização e garantir o custo de seus insumos para a safra futura”.

Fonte: Canal Rural

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