O ministro da Educação, Milton Ribeiro, se reuniu com representantes do agronegócio na quarta-feira 6 para discutir a forma como o setor é apresentado nos livros didáticos. Na agenda do mandatário do Ministério da Educação, o encontro foi chamado de ‘distorções no material escolar que discriminam o agronegócio brasileiro’.

A reunião foi marcada por solicitações para que os livros incluam dados sobre o setor, além de informações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e outros órgãos relacionados ao tema. O grupo também criticou as críticas feitas pelos materiais quanto ao prejuízos da pecuária ao meio ambiente, o trabalho escravo em lavouras e o uso de agrotóxicos.

A agenda teve a presença da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e da Frente Parlamentar da Agropecuária (PFA), composta por várias lideranças do setor, e capitaneada pela deputada federal bolsonarista Aline Sleutjes (PSL-PR).

Um dos grupos representados no encontro foi o Mães do Agro. A iniciativa é comandada por Andréa Barnabé e Leticia Jacinto, fundadoras de uma campanha de fiscalização dos livros didáticos chamada ‘De Olho no Material Escolar’. No perfil da campanha nas redes sociais, são frequentes pedidos de ‘uma visão atualizada sobre o agro nos livros escolares’.

Em abril, ao participar de uma live no programa Campo e Batom, direcionado a mulheres do campo, Barnabé falou sobre as chamadas ‘distorções’ nos materiais didáticos.

‘Chapeuzinho Vermelho encontra lobo mau, um animal em extinção que está no meio da floresta pegando fogo, e a culpa de tudo é do produtor rural que provoca desmatamento. A História está contada assim num livro didático para crianças de ensino fundamental, infelizmente. E tem muito mais absurdos como este. Preocupados com a situação, mães e pais, em maioria produtores rurais uniram-se em movimento de luta contra as distorções apresentadas em diversos materiais didáticos sobre as responsabilidades do produtor rural”.

A agenda com o ministro foi comemorada pelo grupo que enalteceu a necessidade de ‘mostrar uma nova era, social e tecnológica’. “O agro moderno é a semente que ajudará as crianças a serem profissionais atentos às responsabilidades com a preservação do meio ambiente e os impactos sociais e ambientais causados pelos descuidos, provenientes, inclusive, da desinformação”, defende o grupo em uma publicação.

A deputada Bia Kicis, também presente no encontro, defendeu que as ideias do setor sejam discutidas nas Comissões de Educação e da Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados.

Fonte: Carta Capital

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