Motociclista, de 40 anos, perdeu uma das pernas

O empresário, de 47 anos, que conduzia a Ford F-250 que atingiu violentamente uma Honda Titan, na madrugada da última sexta-feira, se apresentou na delegacia de Polícia Civil, ontem, foi interrogado e liberado. O acidente ocorreu na Perimetral Sudoeste, no bairro Jardim Alvorada, e a motociclista, de 40 anos, perdeu uma das pernas e segue internada no hospital regional. Hoje, profissionais da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) analisaram o local o acidente e o inquérito policial deve ser finalizado em até 30 dias.

“Estava com um advogado, deu sua versão sobre os fatos e de pronto alega que a vítima cruzou a frente dele e, por isso, ocorreu essa fatalidade”. “Agora vai passar por corpo de delito, já estamos solicitando à Politec. Ele não é obrigado a fazer, mas se negando já há um indício forte de que pode haver coisa estranha aí. Se apresentou provavelmente evitando uma prisão em flagrante”, disse, esta manhã, o delegado de Polícia Civil André Ribeiro.

Ainda de acordo com o delegado, a versão apresentada pelo homem não condiz com a apontada por testemunhas. “Nos relataram outra cena. Então o inquérito policial está sendo investigado ainda, não concluímos, mas de primeiro momento a gente percebe que a versão dele não está batendo”. “A versão da vítima é que mais está batendo com os vídeos, se encaixando na narrativa das testemunhas”, pontuou.

“Ele narra que estava em velocidade baixa, a cerca de 60 km/h, e no vídeo já não bate, a imagem já é mais forte, testemunhas já falam, por exemplo, que ele estava a uns 120 km/h. Repito, estamos analisando tudo, estou apenas detalhando versões”. “Ele disse que estava no local quando em determinado momento um amigo teria passado por lá e aconselhado ele não ficar, então ele pegou carona e foi embora para casa”, acrescentou Ribeiro.

Segundo o delegado, ainda há testemunhas que garantem que o empresário não era o condutor do veículo, mas sim o seu filho. “Isso estamos investigando também, o inquérito está tramitando”. “Caso comprove que ele não é o motorista, o verdadeiro condutor vai responder e ele também pode ser autuado por um crime, por ter vindo tumultuar o processo, e incorrer em prática criminosa”, salientou.

Também conforme Ribeiro, o homem pode responder por crime doloso. “Se conseguirmos comprovar uma embriaguez ao volante pode se enquadrar em um dolo eventual, pois bebeu e assumiu o risco de cometer essa fatalidade. Se não conseguirmos comprovar a embriaguez, dificilmente conseguiremos imputar um dolo para ele”. “Precisamos de testemunhas que nos relatem isso, as pessoas precisam vir falar conosco e vamos atrás de provas”, reforçou.

O delegado ainda completou ressaltando que “continuamos ouvindo testemunhas. Hoje a tarde têm duas pessoas que prestam depoimento sobre o caso. A perícia está sendo feita nos veículos pela Politec e no final vamos juntar tudo isso e concluir quem está com a razão e a versão mais correta sobre o acidente”.

Só Notícias

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here