O discurso de Bolsonaro segue a mesma linha do líder americano Donald Trump, de amenizar o impacto da doença. (foto: Sergio Lima/AFP)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na tarde desta quarta-feira (11/3), na entrada do Palácio da Alvorada que “outras gripes mataram mais” do que o coronavírus.

Questionado sobre quais providências tomará com a mudança de status do vírus para pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o presidente afirmou que entraria em contato com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. 

“Vou ligar para o Mandetta agora pouco. O que eu acho, eu não sou médico, eu não sou infectologista, o que eu vi até o momento, outras gripes mataram mais do que essa”, apontou.

Na terça-feira (10/3), Bolsonaro minimizou a crise econômica e afirmou que a “questão do coronavírus” não é “isso tudo que a mídia propaga”. A fala foi dita na Conferência Internacional em Miami antes de embarcar de volta para o Brasil.

Segundo ele, se se trata muito mais de uma “fantasia” propagada pela mídia no mundo todo. “Durante o ano que se passou, obviamente, temos um momento, uma crise, uma pequena crise. No meu entender, muito mais fantasia, a questão do coronavírus, que não é isso tudo que a grande mídia propala ou propaga pelo mundo todo”

O discurso de Bolsonaro segue a mesma linha do líder americano Donald Trump, de amenizar o impacto da doença. No último dia 9, Bolsonaro já havia dito que as notícias sobre a doença estavam “superdimensionadas.” “Tem a questão do coronavírus também, que, no meu entender, esteja sendo superdimensionado o poder destruidor desse vírus. Talvez esteja sendo potencializado por questões econômicas”, afirmou, sem especificar.

Ainda nesta quarta-feira, perguntado se a crise do coronavírus deverá afetar o número de manifestantes no ato de 15 de março, ele respondeu: “Eu não convoquei ninguém, pergunta para quem convocou. Você pergunta para quem convocou”.

O perfil oficial da Secretaria de Comunicação da presidência nas redes sociais divulgou, na manhã desta terça-feira (11/3), as manifestações de 15 de março e reforçou a legitimidade da ação. “A visita do presidente Jair Bolsonaro aos EUA incluiu um encontro com a comunidade brasileira que vive na Flórida. Eu seu discurso, ele destacou a legitimidades das manifestações populares previstas para o dia 15 de março em todo o Brasil.” 

Na imagem da publicação, apoiadores aparecem vestidos de verde e amarelo e segurando cartazes contra o PT. O comunicado traz ainda uma fala dita pelo presidente Jair Bolsonaro em uma conferência em Miami. “As manifestações do dia 15 de março não são contra o Congresso, nem contra o Judiciário. São a favor do Brasil.
No entanto, nas redes sociais, parte dos simpatizantes convocam a defender o Poder Executivo, deixando claro que há um inimigo a ser combatido: o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF).   

No último dia 7, em Boa Vista, Bolsonaro voltou a falar das manifestações, dessa vez, convocando a população a comparecer. “Dia 15 agora tem um movimento de rua espontâneo. É um movimento espontâneo e o político que tem medo de movimentos de rua não serve para ser político. Então, participem. Não é um movimento contra o Congresso, contra o judiciário. É um movimento pró-Brasil, é um movimento que quer mostra para todos nós, presidente, poder Executivo, poder Legislativo, poder Judiciário que quem dá o norte para o Brasil é a população”.

Correio Braziliense

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