Com a falta de chuvas, algumas áreas agrícolas já têm indicação de quebra de safra e de produtividade de cinco a dez sacas de soja a menos, em relação ao ano passado, devido à crise hídrica, segundo o presidente do Sindicato Rural de Sorriso, Silvano Filipetto. De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, o preço da saca com cotação de ontem, na capital do Agronegócio é R$ 142,25, com variação de 0,18%.

“Em relação ao ano passado, as áreas de pivô (central de irrigação) que o pessoal está colhendo é de cerca de 5 a 10 sacas a menos. Mesmo na érea irrigada, a falta de chuva foi muito grande. O pivô não dá conta de molhar aquilo que a planta precisa. Há relatos de falta de chuva desde dezembro. Tem áreas que estão há 15 dias, sem chuva, há oito dias”, expôs o presidente.

Este é o período de enchimento de grãos e é um dos mais sensíveis em relação a déficit hídrico. Segundo a Embrapa, no período entre o florescimento e o completo enchimento de grãos, que dura de 30 a 60 dias, dependendo da variedade, a necessidade de água diária das plantas de soja é de 7 a 8 mm/dia.

“Em pleno enchimento que é a fase mais importante. Se pegar 10 dias precisamos de uma chuva de 80 milímetros para essa soja e não está tendo. Tem relatos de áreas sentindo bastante. Estamos preocupados e acreditamos em perdas. Não tem o que fazer, falta de água ou excesso, o produtor não tem o que fazer”, relatou o presidente”.

Ainda de acordo com o Filipetto, “o que nós, como produtores, fazemos é tentar fazer um perfil de solo melhor, mais palhada para quando venha essa seca o solo esteja preparado para reter mais água, na hora da chuva. As áreas irrigadas já estão sendo colhidas e a de seca lá pelo dia 20”.

Autor: Só Notícias

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