O secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, disse, nesta quinta-feira (8), que tem expectativas para que o Estado tenha vacinas contra a Covid-19 até o final de dezembro.

No final de setembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou os testes de duas vacinas contra a Covid-19 para pacientes voluntários em Mato Grosso.

No entanto, esse processo depende de decisão do Ministério da Saúde, segundo Figueiredo.

“O Ministério da Saúde sinaliza certo otimismo. Talvez até o final de dezembro já tenha uma vacina que possa ser disponibilizada”, afirmou.

O secretário disse ainda que os primeiros a receberam a vacina serão aqueles que compõem o grupo de risco, como pacientes com comorbidades e idosos, além de profissionais da saúde que atuam na linha de frente.

“Com certeza, quando tiver, vai ser utilizada especialmente ao grupo de risco porque nenhuma campanha vacinal consegue abranger toda a população no momento inicial”, explicou.

Todo esse processo é coordenado pelo Ministério da Saúde, que distribui as vacinas paras os Estados.

Figueiredo garantiu que nenhuma vacina será implantada sem que tenha apresentado resultados positivos.

Antes da disponibilização em massa, o imunizante ainda precisa passar por testes. E Mato Grosso está na rota das pesquisas.

As vacinas que vão entrar em teste primeiro no Estado são a CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, e da Janssen-Cilag, do grupo Johnson e Johnson.

A Coronavac se mostrou segura em ensaios clínicos da fase 3 realizados em 50 mil voluntários na China.

A vacina vem sendo testada desde julho no Brasil e está sendo aplicada em duas doses. Em São Paulo, nenhum voluntário apresentou reações graves.

A Janssen-Cilag entrou na fase final de testes nesta semana. O estudo do imunizante da Johnson e Johnson foi autorizado em 18 de agosto e apenas uma dose da vacina é necessária. 

A Anvisa também ampliou o número de pessoas que poderão participar dos testes no Brasil. De 9 mil voluntários passou para mais de 13 mil.

Autor: Midianews

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