A senadora Selma Arruda (PSL) saiu em defesa do colega de Congresso, o senador Jorge Kajuru (PSB) por Goiás, durante sessão desta terça-feira (19), após as ameças recebidas do ministro mato-grossense, Gilmar Mendes em acioná-lo na Justiça, por conta das ofensas recebidas de Kajuru que por meio de um vídeo asseverou que o ministro vendia sentenças.

Mendes chegou a enviar um ofício ao presidente do Supremo Tribunal de Federal, o ministro Dias Toffoli para que adotasse “providências cabíveis contra as declarações do senador socialista.

De acordo com a senador Selma Arruda, seu colega, Kajuru, teria sido literalmente intimidado com essa ação do ministro. “Infelizmente, nós chegamos no ponto em que o que diz a lei não conta mais. O senhor não tem mais a sua intangibilidade pela constituição federal, porque é um parlamentar e tem direito de se exprimir como quiser”, pesselista.

Selma ainda diz que foi instaurada certa tirania dentro do Supremo. “As pessoas instauram inquéritos no STF, sem sequer se dar conta que eles ficam impedidos de julgar qualquer resultado desse próprio inquérito que eles mesmo estão instaurado”, completa.

Em outro momento diz que acabou de sair da toga e que se sente envergonhada com a atitude de Gilmar Mendes. “A maioria da magistratura tem vergonha do que hoje se transformou o Supremo, graças a atitude de alguns de seus membros. Existem pessoas sérias, mas existem pessoas que precisam ser freadas.

Selma assinou requerimento da CPI da “Lava Toga”, que deve investigar integrantes de tribunais superiores e do STF. Há informações de bastidores de que a senadora quer compor a CPI.

O senador Alessandro Vieira (PPS-SE) protocolou no início da tarde dessa terça-feira (19) o requerimento para que o Senado instale uma CPI. O requerimento tem 29 assinatura de senadores, mais do que é necessário, eram preciso 27. Os senadores Wellington Fagundes (PR) e Jayme Campos (DEM) não aparecem na lista.

“Com todo o respeito aos membros do Judiciário, ao Supremo, eu acho que já passou do momento de instaurar essa CPI. Nós estamos atrasados com relação a esse momento. Talvez, se tivéssemos agido antes, se o Senado tivesse agido antes, com a independência necessária, nós não estaríamos hoje vivendo esse estado de coisas. Essa revolta e pressão popular. Para garantir a democracia, eu reitero o pedido que foi feito pelos colegas senadores, Alessandro, pelo Girão, pela Soraya, enfim, por todos”, finalizou Selma.

Fonte: O bom da notícia

 

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