Mato Grosso está em alerta vermelho. Notificações de pacientes com dengue para as primeiras semanas de 2020 já apresentam aumento de mais de 300% em relação ao mesmo período de 2019. Duas mortes pela doença já foram confirmadas. Uma terceira morte está em investigação.

Dados constam em boletim epidemiológico, da Secretária de Estado de Saúde (SES), que apenas para estas semanas iniciais de 2020 foram mais de 11,1 mil casos. Em 2019, Mato Grosso registrou mais de 2,7 mil. Proporcionalmente, a incidência é de 332,7 casos para cada 100 mil habitantes.

Sinop puxa e concentra a maioria dos casos no Estado. Está em alerta vermelho por conta das altas notificações. Somente nessas primeiras semanas de 2020 foram mais 1,7 mil notificações, frente a 321 registros em 2019. Risco de zika e chikungunya é baixo: foram 3 e 4 casos confirmados em 2020, respectivamente.

Em seguida vem Rondonópolis, que está em sinal amarelo. São 489 casos notificados, quando, em 2019, registrou 57 no mesmo período. Já para zika e chikungunya não houve nenhuma notificação.

Em Cuiabá e Várzea Grande, o risco ainda é tido como baixo. Na Capital, houve registro de aumento: de 113 em 2019, para 145 em 2020. Já na cidade industriaria, os casos diminuíram de 54 para 32. Números da zika e chikungunya estão em queda nas duas cidades e o alerta também é tido como baixo.

Segundo Ministério da Saúde, a dengue é transmitida pelo mosquito aedes aegypti. O inseto precisa de água parada para se proliferar. O período do ano com maior transmissão são os meses mais chuvosos de cada região, mas é importante manter a higiene e evitar água parada todos os dias, já que os ovos do mosquito podem sobreviver por um ano até encontrar as melhores condições para se desenvolver.

Os principais sintomas da dengue são de febre alta acima de 38,5 graus, dores musculares intensas, dor ao movimentar os olhos, mal estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo.

Fonte: RD News

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